quinta-feira, 9 de agosto de 2012

And I Waited - Capítulo 9

Entre dois momentos. 


Novembro chegou e no dia três Ana resolveu ir bem cedinho para a casa de Zac para preparar o café da manhã para ele. Este seria seu presente, para compensar o fato de ter esquecido a data no mês anterior. Nádia abriu a porta para Ana entrar e pediu desculpas por não poder ficar para ajudá-la, pois tinha que ir para o trabalho, aos sábados ela trabalhava pela manhã.

Ana já tinha levado as coisas prontas, só colocou tudo arrumadinho em uma bandeja dessas de servir na cama, com um cartão feito por ela mesma. Foi até o quarto de Zac e o chamou para que ele acordasse. O garoto abriu os olhos e abriu um sorriso largo para Ana.

- Você está aqui mesmo? – ele perguntou.

- Estou. – Ana colocou a bandeja sobre a cama deu um beijo nele disse. – Feliz dois meses.

- Acho que mereço mais beijinhos.

- Toma o café primeiro, eu que fiz o bolo e o suco. Ah, e o cartão também.

Zac pegou o cartão que tinha na capa uma foto deles, tirada no aniversário de Ana. Dentro tinha outra foto impressa como marca d’água e o texto dizia:

Dois meses parece pouco tempo, quando tenho uma expectativa de em dez anos estar dentro de um barco em sua companhia.
Te amo!
Aninha.

- Eu também te amo!

Eles tomaram café e depois Zac levantou e foi até o banheiro escovar o dente e tomou um banho.

- Aonde você quer ir hoje? – ele perguntou.

- Qualquer lugar. Nossa como você está cheiroso. – Ana deu um beijo no pescoço dele.

Zac a abraçou, Ana sentiu-se aconchegada e segura nos braços dele. Naquele momento ela não queria ir para lugar algum.

- Acho que podíamos ficar aqui. – Ana pegou a bandeja e levou para a cozinha.

Ela voltou para o quarto de Zac, que estava ligando o computador para mostrar a ela um vídeo que fez com fotos deles juntos desde pequenos e a música de tema era a do Skank, que eles dançaram ali mesmo naquele quarto dias atrás. Ana achou lindo o vídeo e resolveu agradecer enchendo o garoto de beijinhos. Os dois se levantaram e beijaram-se intensamente. Ana estava sentindo seu corpo esquentar, ela não queria parar, queria mais e chegou mais perto de Zac que a envolveu em um abraço forte. Ele passou a mão pela nuca de Ana e acariciou seus cabelos. Ela por sua vez pressionava os dedos contra as costas dele como se quisesse se fundir a ele.

Ana sabia que tinha perdido o controle, mas não tinha forças para parar. Ela passou a mão por baixo da camiseta de Zac e sentiu a pele quente dele enquanto se beijavam ardentemente, e em seguida tirou a blusa do rapaz. Ele ficou surpreso com aquela reação da garota e perguntou se ela tinha certeza se era o que queria. Ana apenas assentiu com a cabeça e continuou a beijá-lo. Zac passou a mão por dentro da blusa dela e tocou em suas costas e em seguida tirou a camiseta dela, os dois se abraçaram sentindo seus corpos quentes se encontrarem. Os dois tremiam tamanho era o desejo que estavam sentindo. Ele a deitou na cama, deitou-se sobre ela e começou a beijar sua barriga, acariciando seus seios. Em seguida Zac desceu até os quadris da moça e fez menção de tirar a calça dela. Ana o empurrou com tanta força que ele caiu no chão. A garota pegou sua blusa no chão e correu para o banheiro.

 Zac levantou-se preocupado e ficou esperando que Ana saísse do banheiro. Esperou por quase quinze minutos e a garota não abriu a porta.

- Ana abra a porta, por favor. Você está bem?

Ele estava angustiado, não queria que tivesse sido daquele jeito, ele não estava com pressa. Ana não queria sair do banheiro, estava com tanta vergonha do namorado que naquele momento ela só queria desaparecer, queria ter o poder de se desintegrar. Mas isso não era possível e Ana sabia que tinha que sair do banheiro.

- Ana, por favor, você está me assustando, abra a porta. – ele já estava disposto a arrombar a porta se fosse preciso.

Ana Clara abriu a porta e correu para a porta da sala, Zac correu atrás dela e a segurou pela cintura.
- Ana não faz isso, me desculpa, você não pode sair daqui assim. – o garoto estava implorando.

- Me deixa ir Zac, depois nos falamos. – Ana estava chorando.

- Por quê? Eu não entendo Ana. O que aconteceu?

- Não devíamos ter ido tão longe. Me desculpe. Me solta! Depois conversamos.

Ele a soltou e Ana abriu a porta e desceu correndo. Ela não queria ir para casa naquele estado e sentou-se em um banco perto de um parquinho. A garota não parava de chorar, sentia-se uma idiota completa, não devia ter começado as carícias em Zac. Só de pensar em reencontrá-lo Ana sentia vergonha.

Ela chegou em casa quase meio dia e foi direto para o quarto, não quis almoçar e não saiu do quarto o dia todo. Zac tentou falar com ela ligando no celular da garota, mas ela não atendeu. Ele ligou na casa dela e a mãe de Ana levou o telefone sem fio até o quarto dela. A garota pegou o telefone fechou a porta e desligou o aparelho tirando a bateria. Zac chegou à casa de Ana por volta das oito da noite.

- Oi Zac! Aproveita e leva para Ana esse sanduíche, ela não comeu nada o dia inteiro. – Luísa falou.

Ele foi até o quarto de Ana e ela estava dormindo, Zac levou o lanche para a cozinha. Ele não queria ir embora, mas ficou com vergonha de pedir para ficar no quarto com Ana.

- Vocês brigaram? – perguntou Luísa.

- Na verdade foi mais uma discussão. – ele mentiu. - Será que eu posso só deixar um bilhete lá no quarto dela?

- Claro.

Zac voltou ao quarto de Ana, pegou um pedaço de papel e escreveu alguma coisa e foi embora. No dia seguinte Ana acordou de manhazinha, já que dormira muito cedo na noite anterior. A primeira coisa que ela viu foi o bilhete de Zac que dizia: te amo, independente de qualquer coisa. Ela sabia que aquela frase queria dizer muito mais do que estava escrito, Ana não tinha dúvida de que ele gostava dela independente do tipo de relação física que eles viessem a ter.

No meio da manhã Ana ligou para Fernanda para saber o que a amiga iria fazer durante o dia, pois ela não queria ver o Zac. Fernanda a convidou para ir à casa de uma tia dela que faria um churrasco. Ana pediu a mãe para ir e foi com a amiga para o churrasco. O rapaz não ligou para ela naquele dia e Ana só o encontrou no colégio no dia seguinte.

Zac estava esperando Ana no portão e assim que a viu foi ao encontro dela e deu um beijo na garota que retribuiu normalmente. Eles entraram na escola de mãos dadas e foram na direção da sala de aula.

- Você está bem? – ele perguntou cauteloso.

- Estou sim. Me desculpe por sábado, fiquei com vergonha de você.

- Já passou, não vamos mais falar nisso, certo?

- Certo.

Na quinta-feira à tarde Ana chegou à escola para a patinação, que ela continuou às terças e quintas. Pedro e ela decidiram permanecer com a dupla até terem certeza do que fariam no ano seguinte. Ana sentiu-se mal durante o treino e Zac a levou para casa. Ao entrar no apartamento Ana correu para o banheiro e vomitou, o rapaz a ajudou e ficou com ela até que seus pais chegassem. Zac foi embora cedo naquele dia para deixá-la descansar. Ana havia comido um cachorro quente na rua e provavelmente este fora o motivo do mal estar.

Ana Clara acordou bem disposta na sexta-feira, entrou no banheiro e sentiu uma vontade enorme de cortar o cabelo. Pegou uma tesoura que sua mãe guardava no armário da pia e começou a cortar mechas de seu cabelo, e ao terminar viu que o havia cortado na altura dos ombros e ficou satisfeita com o resultado. Tudo o que ela precisava aquele dia era de uma mudança. Ana tomou um banho e foi para a escola.

No colégio, os amigos de Ana ficaram impressionados com o novo visual, uma vez que ela usava os cabelos bem compridos desde bem novinha. Fernanda, que conhecia Ana muito bem, achou muito suspeita essa mudança no visual da amiga.

- Ana o que está acontecendo? Estou te achando estranha desde domingo, e para completar você cortou o cabelo no banheiro de casa. – Fernanda falou.

- Estou bem Fê.

- Não está não. – insistiu Fernanda.

- Eu e o Zac quase transamos. – Ana falou baixinho para que mais ninguém a ouvisse.

- O quê? Como assim? Quando? – Fernanda estava surpresa com a revelação da amiga.

- No sábado, na casa dele. Eu saí correndo, foi horrível.

- Foi horrível? Ele forçou a barra? – Fernanda estava perplexa.

- Eu forcei, e quando vi que ia acontecer, amarelei, fui embora.

- Ana porque não me contou isso no domingo?

- Fiquei com vergonha. Estou tão confusa.

- Será que as senhoritas podem fazer o exercício em silêncio, ou vou ter de separá-las? – Professor Júlio interrompeu a conversa.

Ana estava decidida, no intervalo iria conversar com Zac. Ela saiu da sala depois que ele e foi até o pátio para procurá-lo. O encontrou sentado em um banco com alguns garotos do time de basquete e o chamou.

- Podemos conversar? – ela perguntou.

- Claro, vamos sentar ali. – ele apontou para outro banco, um pouco mais a frente.

- Você odiou o meu cabelo, né? – Ana fez uma pergunta que soou mais como afirmação.

- Não odiei Ana, só achei diferente, não me lembro de tê-la visto com o cabelo tão curto assim. –  falou sinceramente.

- Zac eu. – Ana fez uma pausa para escolher melhor as palavras. – Eu te adoro e você é o cara mais incrível que eu conheço.

- Ana porque você está falando essas coisas? – ele ficou apreensivo.

- Porque é verdade, e quero que você nunca se esqueça o que eu penso a seu respeito.

- Aonde você quer chegar? – ele perguntou sério.

- Quero terminar o namoro Zac. Não podemos continuar juntos. – Ana falou asperamente.

- Porque não podemos continuar juntos Ana? Se for por causa do que aconteceu sábado, eu prometo a você que nunca mais...

- Vai acontecer Zac. Se ficarmos juntos vai acontecer e não estou preparada. Não é assim que eu quero, mas sei que vai acontecer e não quero me arrepender depois. – Ana o interrompeu, a lágrima brotando de seus olhos, já não conseguia ser tão durona.

- Eu posso esperar Ana, não tenho pressa. – ele tentou argumentar.

- Não Zac, só temos quinze anos, você não será capaz de esperar. Não agora.

Ana estava decidida e nada do que Zachary dissesse iria mudar a determinação dela.

- Eu só espero que você ainda me queira como amiga. – Ana  passou a mão no pingente em seu pescoço. – Aqui está escrito Para Sempre.

Zac se levantou, seu rosto estava muito vermelho, ele queria gritar com Ana, dizer que ela estava enganada, que eles poderiam namorar sem problemas. Mas não conseguiu dizer nada disso.

- Não sei se no momento sou capaz de ser seu amigo. – Zac saiu e deixou Ana sozinha.

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Então! Aí está mais um capítulo!!! Não fiquem bravas comigo, muito água ainda tem que rolar nessa história!! rsrs
Paulinha e Lari, saudade de vocês meninas! Galerinha do Mundo Fanfic, não tenho conseguido acessar o site, inclusive os sites individuais de vocês, aparece sempre a informação de Malware... Com saudade de ler as fics de vocês...
Beijos! 





quinta-feira, 28 de junho de 2012

And I Waited - Capítulo 8

Campeonato Nacional de Patinação Artística  



O mês de outubro chegou e Ana estava prestes a enfrentar o campeonato nacional. Na escola a garota estava indo bem apesar do cansaço. O tempo para estudar e fazer trabalhos era dividido com Zac, o que não mudou tanto já que sempre estavam juntos mesmo antes do namoro.


- A minha mãe te convidou para almoçar lá em casa hoje, a gente aproveita e faz o trabalho de história. – Zac falou com Ana.

- Então é melhor eu avisar em casa que não vou almoçar, a Lica me mata se ela fizer almoço e eu não estiver lá. – ela pegou o celular que ganhara dos pais de aniversário e ligou para casa.

Depois da aula, Ana e Zac foram para a casa dele. A mãe dele sempre gostou demais de Ana e agora que eles estavam namorando, Nádia, como ela se chamava, fazia questão de receber a garota em casa sempre que possível. Ana Clara gostava de ajudá-la a preparar o almoço toda vez que ia pra lá, normalmente no fim de semana. Porém era quinta-feira, e Nádia trabalhava no período da tarde, então quando chegaram o almoço já estava pronto.

- O Zac me disse que vocês estão fazendo um mês de namoro hoje. Parabéns! – Nádia falou.

Ana quase se engasga com a comida, ela não tinha se lembrado que já era três de outubro. Ela olhou para Zac que percebeu na hora que ela havia esquecido. Ele apenas sorriu e Ana se sentiu ainda pior.

- Passou tão rápido, me lembro de vocês dois quando estavam no primário, brigavam por tudo. – Nádia continuou.

- A gente ainda briga. - disse Zac.     
                  
Ana achou que ele falou aquilo só para provocá-la por ter esquecido a data. Mas eles não falaram mais sobre isso e logo depois do almoço Nádia foi para o trabalho e os dois arrumaram a cozinha.

- Zac, foi mal, com essa correria eu acabei me esquecendo. – Ana tentou se explicar guardando o último prato no armário.

- Não tem problema. – ele abraçou as costas de Ana e beijou o pescoço dela.

- Acho que vou esquecer mais coisas, se vou ser tratada sempre assim. – Ana se virou para ele e o beijou.

Os dois fizeram o trabalho de história depois de arrumarem a cozinha e foram ouvir música no quarto dele. Ele havia prometido copiar o cd de uma banda que Ana gostava.

- Nossa, essa música aqui, - disse Ana apontando para a tela do computador. – é antigona.

Zachary clicou no título da música e começou a tocar:

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível...

- É do Skank, não é? – perguntou Ana.

- É sim, quer dançar? – Zac levantou da cadeira e pegou Ana pelo braço antes que ela dissesse qualquer coisa.

Os dois começaram a dançar bem juntinhos, Zac segurou o queixo de Ana e a olhou com o rosto mais apaixonado que ela já tinha visto. Ele ficou encarando-a como se quisesse que ela entendesse tudo o que ele estava sentindo só pelo olhar e finalmente disse com a voz rouca, num sussurro:

- Ana Clara, eu te amo!

O coração dela disparou. Durante todos esse anos, Ana e Zac volta e meia diziam um para o outro que se amavam. Mas dessa vez era diferente, não era um amor fraternal que eles estavam sentindo e tudo o que Ana conseguiu dizer foi:

- Eu também.

Eles se abraçaram mais forte agora e Zac começou a beijar Ana. Primeiro na testa, em seguida no olho, na bochecha, no nariz, no queixo e finalmente nos lábios. Ana sentia o corpo tremer e dessa vez ela não quis parar. Beijou o pescoço de Zac e foi fazendo exatamente da mesma forma que ele, até chegar aos lábios novamente. Ficaram ali em pé por longo tempo, até que Zac se afastou e olhou para o relógio.

- Caracas! O treino do basquete já deve ter começado. A gente tem que ir. – ele falou e suas mãos estavam trêmulas como as de Ana.


Duas semanas depois Ana Clara estava no hotel em Belo Horizonte, ansiosa, pois no dia seguinte ela e Pedro fariam sua primeira apresentação no Campeonato Nacional de Patinação Artística. Naquele ano o campeonato seria realizado no Iate Clube da cidade.

- Relaxa Ana Clara. Vai dar tudo certo, vamos fazer o melhor. – Pedro tentava animá-la.

- Eu sei, só queria me sentir tão segura quanto você. – Ana sentou ao lado do rapaz.

- Não estou te entendo. Você é a melhor patinadora que eu conheço e provou isso no brasiliense.

- Mas ficamos em segundo lugar. – ela disse desanimada.

- Por isso nós treinamos tanto, para aperfeiçoar o que precisava. – Paula sentou-se junto deles.

- Me desculpe, eu não devia estar assim. – falou Ana.

- Exatamente. Nessa altura do campeonato eu achei que você já soubesse o óbvio. Somos a dupla perfeita. – brincou Pedro.

Ana sorriu e disse:

- A dupla perfeita: o metido e a cabeça dura.

- Acertou de novo. – Pedro se levantou e a puxou. – Venha, vamos descontrair um pouco! Que tal uma dança livre?

Ele ligou o som e escolheu um rock pesado para dançar, em um salão do hotel, onde eles repassavam a apresentação sem os patins. Ana começou a rir dele que não parava de girar e saltar ao ritmo da música. Ela começou a imitá-lo, fazendo os mesmos movimentos que ele.
No dia seguinte, Ana chegou ao Iate Clube junto com sua mãe e Zac, Pedro e Paula já estavam lá. Eles tinham que comparecer na ala organizadora para se certificarem do horário que iriam se apresentar.

A competição começou naquele dia às duas da tarde e trinta duplas iriam se apresentar. Ana e Pedro seriam a décima segunda dupla. Pedro estava vestido ao estilo surfista, sua calça imitava uma bermuda, pois do joelho para baixo era da cor da pele e a blusa era florida. Ana Clara vestia um maiô florido e a saia lembrava uma saída de banho.

- Agora são vocês. Vão com tudo! – disse Paula confiante.

Ana fechou os olhos tentando se concentrar e Zac beijou sua bochecha e disse:

- Boa sorte linda.

- Obrigada.

Ana e Pedro deram as mãos e entraram na arena, cumprimentaram os juízes e o público e foram para o centro. A música começou e os dois começaram a coreografia graciosamente. Cada passo e movimento eram perfeitos, até mesmo nos saltos eles estavam sincronizados. Ana tomou distância e correu ao encontro de Pedro que a ergueu e girou com ela no alto perfeitamente. A música encerrou e os dois mal conseguiam acreditar que foram tão bem. Abraçaram-se, saudaram o público e saíram da arena para aguardar a nota.

Naquele momento Ana não cabia em si de contentamento, das doze duplas que já haviam se apresentado, inclusive a outra dupla da cidade que no brasiliense ficou em primeiro lugar, eles foram os primeiros colocados. As duplas seguintes se apresentaram e no final daquele dia Pedro e Ana Clara estavam na terceira colocação. Eles teriam que ser perfeitos no programa longo que aconteceria no dia seguinte.

Ao saírem de lá, Ana preferiu ir direto para o hotel, pois queria descansar. Zac foi com ela. Ana tomou um banho e colocou um moletom bem quentinho, porque a noite estava muito fria. Zac tinha pedido uma macarronada para ela e estava sentado na cama dela com o prato na bandeja.

- Sua mãe disse que é pra você comer tudo. – ele ofereceu a bandeja para ela.

Ana sentou-se na cama e pegou a bandeja.

- Você não vai comer? – ela perguntou.

- Eu já comi.

Zac começou a fazer massagem nos pés de Ana. Ela terminou de comer e colocou a bandeja no chão. O rapaz continuou fazendo massagem em seus pés. Ana estava sentindo-se cada vez mais relaxada e pediu para que ele chegasse mais perto dela. Zac foi subindo, massageando seus tornozelos, a panturrilha, as coxas e começou a beijá-la. Eles ficaram abraçados até Ana adormecer e Zac acabou caindo no sono também.

Na manhã seguinte Ana acordou no susto ao ver Zac deitado ao seu lado dormindo. Ela levantou e correu para o quarto da mãe preocupada que ela pudesse tê-los visto na cama.

- Bom dia filha. Dormiu bem? – Luísa perguntou.

- Dormi.

- O Zac ainda está dormindo?

- Está. A senhora o viu no meu quarto? – Ana perguntou assustada.

Luísa começou a rir ao ver a preocupação da filha.

- Claro que vi Ana. Eu fui até o quarto para ver se ele já tinha ido para o dele e os vi dormindo e não quis acordá-lo.

- A senhora não se importou dele ter dormido no meu quarto?

- Filha, vocês estavam exaustos, tenho certeza de que nada aconteceu. Já são dez horas, vá acordá-lo porque você tem que estar no Iate meio dia. – recomendou a mãe.

Ana foi ao banheiro escovou os dentes, lavou o rosto e voltou para seu quarto. Ela ficou observando Zac dormir por um tempo, se sentou ao lado dele e começou a beijá-lo no rosto. Ele abriu os olhos e pareceu não acreditar que estava vendo Ana.

- Eu estou sonhando? – ele perguntou.

Ana sorriu e disse bem pertinho do ouvido dele:

- Não. Você realmente está deitado na minha cama e você dormiu aqui.

Ele deu um pulo quando Ana falou e ela deu uma gargalhada.

- Seu pai vai me matar! - exclamou o garoto.

- O meu pai nem está aqui Zac e minha mãe te viu aqui ontem a noite e não viu problema algum.

- Sério?

- Sério. Agora temos que tomar café, porque já passam das dez e tenho que estar no clube meio dia. – ela foi empurrando o rapaz para fora do quarto enquanto falava.

Eles tomaram café, Ana tomou um banho e foram para o clube. Pedro e Ana seriam a vigésima dupla a se apresentar. Isso aconteceria por volta das cinco da tarde, por isso foram almoçar tranquilos. Depois do almoço Ana e Zac resolveram dar uma volta pelo clube, antes de voltarem para o ginásio. Eles pararam na marina e ficaram observando os barcos que saíam de lá para o lago. Zac a abraçou e disse:

- Seria legal navegar em um barco desses, não acha?

- Acho que no mar deve ser muito mais legal.

- Então vamos combinar o seguinte, daqui dez anos a gente programa um passeio de barco. – Zac falou com uma certeza como se estivesse falando de um passeio para o dia seguinte.

- Daqui dez anos? É tempo demais não acha não? – Ana disse sorrindo.

- Não. Ou você acha que consigo um barco desses antes disso? Uma coisa de cada vez, a garota perfeita para me fazer companhia eu já tenho, mas ainda tenho que ralar muito até lá. Em dez anos eu serei um economista com três anos de carreira, aí é torcer para que eu tenha sorte.

Ana sorriu e disse:

- E eu espero ser uma patinadora reconhecida e quem sabe até uma arquiteta, ou uma estilista. Agora vamos voltar para a realidade, porque eu tenho uma competição para ganhar.

Ana trocou de roupa e foi encontrar Pedro, que já estava pronto. Os dois estavam com as roupas na cor azul, com detalhes em tom areia, remetendo a ideia de mar. Eles entraram na arena e deram o melhor deles, não tiveram tantos erros aparentes e levantaram o público. Saíram da arena esperando pela nota e ficaram na segunda colocação, mas ainda havia duas duplas com possibilidade de medalha que ainda não tinham se apresentado. Portanto eles teriam que aguardar.

A primeira dupla a se apresentar estava indo muito bem até que o rapaz caiu ao tentar um salto.

- Ótimo! – disse Pedro. - Agora só o Bruno e Camila podem nos tirar o segundo lugar.

- Não tenho tanta certeza, os juízes podem ter gostado deles, eles foram geniais. – Ana falou sem querer cantar vitória antes da hora.

Mas Pedro tinha razão e os juízes descontaram muitos pontos pela queda desse primeiro casal. Bruno e Camila, o casal que estava na briga com eles, foram perfeitos e tiraram o segundo lugar de Ana e Pedro, que terminaram a competição com a medalha de bronze.
Ana Clara estava completamente feliz, alcançara o objetivo que tanto almejou, estava no pódio de uma competição nacional e no ano seguinte poderia participar do mundial, mas isso dependeria de novos patrocínios e até mesmo se Pedro iria continuar trabalhando com ela.

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 Olá pessoinhas!!! Demorei para atualizar eu sei. Mas sabem como é, as coisas não vão ficando mais fáceis e o tempo não se multiplica! É a vida! rsrs Espero que tenham gostado desse capítulo! Fico feliz em saber que estão gostando da história de Zac e Ana. 
Sei que vocês estão esperando para ler Mudança! Preciso criar coragem para postá-la e continuar a escrevê-la. Então é isso! Beijinhos...

terça-feira, 8 de maio de 2012

And I Waited - Capítulo 7


Como contar aos pais que se está namorando?


A festa terminou quase de manhã e Ana foi para casa absorta em seus pensamentos, tentando digerir tudo o que acontecera aquela noite. No dia seguinte Zac apareceu na casa dela à tarde com a desculpa de acompanhá-la para o treino na escola.

- Você não falou com eles? – o garoto perguntou.

- Ainda não.

- É tão difícil assim?

- Claro que é Zac! Eu nunca namorei ninguém, e você é meu melhor amigo, meus pais acham que tenho você como irmão. – Ana mostrou a obviedade da questão.

- Me deixa falar com eles. - ele falou em tom de súplica.

- De jeito nenhum, até parece que não conhece minha mãe? Ela odeia quando peço a alguém pra falar por mim. Nunca dá certo.

- Deu certo nas férias.

- Mas eu não fazia idéia de que você iria falar com eles.

- Está bem Ana. Eu espero. – Zac se deu por vencido.

Ana Clara e Pedro treinaram cerca de seis horas e Zac ficou no ginásio o tempo todo, até cochilou deitado na arquibancada.

- O que deu no seu amigo? Ele ficou a tarde toda aqui. – Pedro perguntou a Ana.

- Acho que ele não tinha nada mais interessante para fazer. – Ana respondeu timidamente.

- Você está estranha hoje. Deve ser efeito de ontem. - comentou Pedro.

- Deve ser, aliás, obrigada por ter ido. Foi o máximo o que fizeram.

- É para isso que servem os amigos. Agora vai acordar o Sr. USA que ele está começando a roncar. – ele brincou.

Ana e Zac saíram do colégio por volta das sete da noite e seguiram para a quadra em que Ana morava. Ao passarem por baixo de um prédio, ele sugeriu que se sentassem lá por um tempo e assim fizeram.

- Você acha que vão achar ruim quando contar a eles? – Zac perguntou ao abraçá-la.

- Acho que não, mas vão ficar surpresos.

- Você é linda sabia? – ele disse ao beijar o pescoço de Ana, que arrepiou no primeiro toque dos lábios dele em sua pele. – Adoro o seu cheiro.

Ana não sabia o que dizer, ela estava amando ser acariciada daquela forma, mas não sabia como agir. Zac a virou de frente para ele e acariciou os ombros dela com o dedo, em seguida a beijou apaixonadamente e Ana sentiu seu corpo enfraquecer. Parou de beijá-lo no mesmo instante.

- Me desculpe Zac. Acho melhor a gente voltar, já está ficando tarde. – Ana se levantou do chão em um pulo.

- Eu fiz algo de errado Ana, o que foi? – ele perguntou confuso.

- Não, é que foi demais para mim. Não estou acostumada, é só isso. – Ana queria sumir de tão envergonhada que ficou.

Ana tinha certeza de que estava apaixonada por Zac, mas não queria colocar o carro na frente dos bois. Não se sentia preparada para um namoro físico muito íntimo.

Eles chegaram ao apartamento de Ana e ficaram conversando na sala até às dez horas, como sempre faziam.

- Aninha, eu sei o que pensa sobre sexo. Casar virgem e todo esse lance. Não vou forçar nada e espero que confie em mim, ok? Você sabe que também não tenho experiência alguma nesse sentido.

- Eu sei, só não quero acabar com esse clima de amizade que temos. Tenho medo de que se nos tornarmos mais íntimos fisicamente, a gente acabe se distanciando, sei lá. – Ana pegou a mão de Zac e começou a arranhar a unha dele como de costume.

- Eu prometo que isso não vai acontecer. – Zac chegou bem pertinho dela e deu um selinho em seus lábios. – Acho melhor eu ir embora.


Antes de sair para escola na manhã seguinte, Ana escreveu um bilhete para seus pais contando que estava namorando o Zac, mas não teve coragem de entregar a eles. Os três desceram juntos até o estacionamento e Ana amassou o bilhete, jogou para dentro do carro dos pais quando estavam dando ré no carro e saiu correndo.

Ela só parou de correr quando chegou ao portão da escola. Fernanda estava esperando por ela e começou a rir ao ver a amiga toda descabelada e ofegante.

- O que aconteceu com você, parece até que viu um fantasma? – Fernanda debochou.

- Nada não, é que resolvi fazer uma corridinha.

- Sei. Você pode me dizer onde estava ontem à noite? Eu liguei na sua casa e seu pai disse que estava na escola, mas encontrei o Pedro na lanchonete e ele me disse que você e o Zac tinham ido embora bem antes que ele. – Fernanda estava com aquele olhar inquisidor que só ela tinha.

- Tenho uma novidade. – Ana fez uma pausa, esperando uma reação da amiga que só arregalou o olho. – o Zac e eu estamos namorando.

Aquela foi a primeira vez que Ana disse em voz alta e seu coração acelerou com a confirmação de que era realmente verdade e não uma imaginação. Ela estava namorando o Zac Hanson.

- Aleluia! – gritou Fernanda.

- Shiii. Tá doida! – Ana ralhou com a garota.

- Que foi? É segredo?

- Não, sei lá.

Elas foram para a sala de aula e sentaram-se nas carteiras de sempre, na fileira do meio da sala. Mateus já estava sentado, Fernanda deu um beijo nele e sentou ao seu lado. Ana sentou na carteira de trás.

- Já sabe da novidade? – Fernanda perguntou para Mateus.

- Que novidade?

- Ele não te contou? – ela pareceu surpresa.

Zac entrou na sala acompanhado de mais alguns colegas, colocou a mochila na carteira atrás de Mateus e beijou a boca de Ana. A sala se encheu de gritinhos e burburinhos animados.

- Bom dia! – Zac cumprimentou a turma em alto e bom som.

Todos sorriram e Ana sentiu as bochechas esquentarem.

- Até que enfim! –disse Mateus animado. – Não aguentava mais ouvir esse cara se lamentando o tempo todo.

- Cala a boca moleque! – Zac deu um tapa na cabeça do amigo.

Zac colocou sua carteira junto com a carteira de Ana Clara. Eles sempre faziam isso nas aulas do professor Júlio e da professora Luna, que não se importavam. No intervalo foram para a quadra jogar vôlei. Ana levou uma bolada no queixo e Zac correu até ela e deu um beijo no queixo e outro nos lábios da garota. Renata ficou pasma quando viu a cena, pois não tinha visto o beijo da sala, e saiu correndo para o banheiro aos prantos. Por mais que Ana não fosse com a cara de Renata, ela ficou com dó da garota e teve vontade de ir atrás dela, mas antes que o fizesse, Fernanda disse:

- Eu não faria isso se fosse você, ela é capaz de te afogar na privada.

- Ela não faria isso. – Ana falou rindo.

- Mas também não te agradeceria por ir atrás dela.

Ana concordou e deixou Renata para lá. Depois da aula, ela foi direto para casa e levou um baita susto ao abrir aporta e ver os pais sentados no sofá.

- Oi! Que bom, vieram almoçar comigo? – Ana falou tentando disfarçar que estava nervosa.

O pai de Ana Clara mostrou o papel amassado e falou:

- Por que não contou pra gente?

Ana queria desaparecer, ela estava com muita vergonha, principalmente de seu pai.

- Eu escrevi, não foi?

- Filha não precisa ter vergonha, nem medo. Você já é uma moça e confiamos em você. – Luísa tentou tranquilizá-la.

- Então porque vieram para casa agora? Poderíamos conversar à noite. – Ana falou com uma nota de ressentimento na voz.

- Porque esse é um grande acontecimento e queremos fazer parte desse momento filha. – a mãe explicou.

- Não estão chateados? – Ana perguntou surpresa.

- Claro que não Ana. - O pai começou. – Desde quando vocês estão namorando?

- Desde sábado, na festa.

- Isso explica muita coisa. – disse o pai pensativo.

- Não entendi pai?

- É que o Zac estava diferente no sábado, ela não parava de perguntar se tínhamos certeza de que você gostaria que ele fosse o seu par na festa. O que ele falou no vídeo foi muito fofo e a forma como ele olhou para você quando estavam dançando, com cara de apaixonado. – explicou a mãe.

- Mãe? – Ana estava com o rosto totalmente vermelho.

- Mas vocês já estavam ficando? – o pai perguntou sério.

- Não pai! – Ana não estava gostando nada do rumo da conversa.

- O que foi? – o pai perguntou a Luísa. – Não é assim que eles fazem hoje? Ficam primeiro?

- Eu e o Zac não ficamos pai. Ele me pediu em namoro no sábado e aceitei. – Ana não estava gostando mesmo daquela conversa.

- Vocês se beijaram? – ele perguntou cauteloso.

- Elias! – exclamou Luísa furiosa.

- Claro que nos beijamos e já que quer tanto saber, ele foi o primeiro garoto que beijei. – Ana saiu correndo para seu quarto e se trancou lá.

Ela sabia que o que dissera para o pai não era a verdade completa. De fato Zac fora o primeiro garoto que ela beijou, mas isso foi aos doze anos e por pura curiosidade, além de ter beijado o Pedro depois.

Luísa bateu na porta do quarto e Ana abriu.

- Não ligue para o seu pai querida, você sabe que para ele é mais difícil aceitar que você cresceu.

- Eu sei mãe.

- Me conta como foi? – Luísa perguntou.

E Ana Clara contou tudo para a mãe e ficou feliz por ter falado, sentiu-se aliviada, como se ela e a mãe tivessem passado para outro estágio em seu relacionamento de mãe e filha.

- Diga para o Zac vir jantar conosco essa noite. – Luísa falou para Ana.

- Pode deixar.


Ana foi para a escola mais cedo naquela tarde para ver o namorado (*suspiro*) no basquete. Fernanda também estava lá e as duas conversaram sobre os pais de Ana, de como eles reagiram e do jantar mais tarde.

- Fê, sei que já conversamos sobre a sua primeira vez, mas não entramos em detalhes. Como você sabia que era o Mateus o cara certo? – Ana perguntou timidamente.

- Eu não sei Ana. Simplesmente aconteceu, eu gosto muito dele e me sinto super atraída por ele. Por quê? Você está pensando em transar com o Zac?

- Não, não é isso. Pelo contrário, eu gostaria de manter o nosso namoro só nos beijos e abraços. Você sabe que quero que a primeira vez seja na minha noite de núpcias, mas tenho medo, sabe? E se nenhum cara que vier a namorar quiser esperar? – Ana estava muito preocupada com essa questão desde a noite anterior.

- Ana, eu acho que o cara que amá-la de verdade vai saber respeitar a decisão que tomar. – Fernanda abraçou a amiga.


Zac voltou para buscar Ana no colégio depois do treino e foram de bicicleta para a casa dela. Ele estava tão nervoso, que parecia até que nunca tinha visto Luísa e Elias na vida. Eles jantaram e Ana foi até a cozinha pegar sorvete para a sobremesa e a mãe foi com ela.

- Mãe fala para o meu pai pegar leve, tá? O Zac está morrendo de vergonha. – Ana falou.

- Não se preocupe. Você sabe que seu pai gosta muito dele.

Elas voltaram para a sala e serviram o sorvete. A mãe de Ana então falou:

- Zac, o Elias e eu estamos muito felizes de saber que você e Ana estão namorando.

- Obrigado dona Luísa. Fico feliz que vocês aprovem e quero que saibam que eu realmente gosto muito da Aninha e vou continuar respeitando as regras.

- Por falar em regras, eu quero que vocês dois saibam que confiamos em vocês e por isso acho que algumas regras podem ser mudadas. – começou Elias.

Ana ficou surpresa ao ouvir o pai falar aquilo e ficou esperando pelo resto.

- Ana, antes você tinha que estar em casa às dez. A partir de hoje, durante a semana eu quero que esteja em casa às onze, e se o Zac estiver aqui, ele deve ir embora nesse horário. E nos finais de semana, não vamos estipular um horário, mas resolveremos no dia. – Elias olhou para a esposa e ela continuou.

- E quanto a entrar no quarto, poderão ficar lá desde que a porta fique aberta e estejamos em casa, tudo bem? – Luísa concluiu.

- Tudo bem. – Zac falou.

- Uau! – exclamou Ana. – O que aconteceu com vocês?

- Por quê? – Elias se fez de desentendido.

- Eu achei que vocês iriam colocar mais regras e não aliviá-las.

- Como seu pai disse, confiamos em vocês. – Luísa encerrou o assunto e chamou o marido para ajudá-la com a louça.

Ana e Zac ficaram sentados e começaram a rir de toda aquela situação. Algum tempo depois os pais de Ana passaram pelo corredor, deram boa noite e foram para o quarto. Eram dez horas e eles ainda tinham uma hora para namorar e preferiram ficar na sala mesmo. Ia demorar a se acostumarem com toda aquela “liberdade’’, depois de anos de regras tão rígidas.

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Desculpem pela demora, como a Paulinha disse, estou na correria. E também sei que isso não é desculpa, mas não sei me dividir em cinco como você faz amiga! kkk Vou tentar postar com mais frequência. 



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